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Heitor Schuch critica atraso e redução no censo agropecuário do IBGE

Schuch é deputado federal pelo PSB
Schuch é deputado federal pelo PSB

A preocupação com o Censo Agropecuário no Brasil realizado pelo IBGE foi manifestada pelo deputado Heitor Schuch (PSB/RS) em pronunciamento na tribuna nesta semana. Pela Lei nº 8.184, de 1991, a pesquisa deveria ser realizada a cada cinco anos. No entanto, o último recenseamento foi realizado em 2007 e, desde lá, os números do setor provavelmente devem ter mudado, e muito. Números importantes, que servem de embasamento para as políticas públicas e programas de fomento.

O parlamentar destacou o tamanho do problema citando como o exemplo a área de soja, que cresceu 10 milhões de hectares nesse período; a de cana, quase 4 milhões e o rebanho bovino, que aumentou em 10 milhões de cabeças. Já outras culturas encolheram, como o feijão, o arroz e a mandioca, que perderam espaço. “Diante disso, vem a pergunta sobre a questão do desmatamento, o reflorestamento. Afinal, o que evoluiu? O que estagnou? E o que está diferente?”.

Segundo Schuch, o PIB do agronegócio cresceu 290 bilhões de reais, o que é suficiente para fazer esse censo pelo menos mais 150 vezes pelo custo anunciado. Mas a informação é que não há dinheiro. Portanto, reduziu-se o número de servidores de 80 mil para 25 mil; os postos de coleta, de 5,1 mil para 1,3 mil. Reduziu-se também o questionário. Questões como a agricultura familiar, em especial na sua essência, e o uso de agrotóxicos não fazem mais parte do levantamento. “A agricultura familiar neste país é grande. Os números do último censo mostram que 5,1 milhões de estabelecimentos eram chamados de agricultura familiar, e muitos deles apresentavam situações de pobreza e de miséria. 

Ao mesmo tempo, nós podemos dizer com tranquilidade que, de 2007 a 2017, evoluiu-se em muitos aspectos. Quantos tratores, máquinas, implementos agrícolas, reboques, motores, equipamentos de irrigação, caminhões, pulverizadores, ordenhadeiras, plantadeiras, entre outros tantos, foram introduzidos no meio rural? E estão lá melhorando a produção e estão aumentando a produtividades deste país”, avaliou. “O Censo Agropecuário é muito mais do que o censo agrícola ou agrário, ele é o censo rural. Nós precisamos que o Brasil destine recursos para a sua realização. Se há dinheiro para os bancos, para o sistema financeiro e para a dívida pública, que haja recursos também para Censo Agropecuário. E, a partir disso, que nós possamos fazer as políticas para o desenvolvimento deste País.

 

Lisiana Santos - Tuca

Fonte: Assessoria

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