“Fenômeno do conservadorismo” constitui retrocesso em todo o mundo, afirma senadora uruguaia Mónica Xavier

10/01/2020 (Atualizado em 10/01/2020 | 15:34)

Em 2019, a América do Sul viveu um clima de instabilidade, resultado de crises políticas, econômicas, sociais. Protestos agitaram as ruas das principais cidades. No Brasil, Chile, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, milhões de pessoas confrontaram os governos e as forças policiais de seus países.
As manifestações têm em comum a revolta e a coragem dos povos em lutar contra as políticas liberais aplicadas por seus governantes. Cada vez mais a desigualdade se aprofunda.
Durante a Conferência Nacional de Autorreforma do PSB, em novembro do ano passado, representantes de partidos socialistas de países da América do Sul relataram a situação vivida em suas regiões e debateram formas democráticas de enfrentar as crises que se apresentam.
O PSB e a Coordenação Socialista Latino-americana (CSL) reuniram depoimentos de mulheres socialistas que foram ao Rio para o 4º Encontro Internacional de Mulheres Socialistas, promovido pela Secretaria Nacional de Mulheres do PSB.
A secretária-geral do Partido Socialista (PS) do Uruguai, senadora e ex-presidente da Frente Ampla, Mónica Xavier, afirmou que o “fenômeno do conservadorismo” vem se repetindo em todo o mundo, inclusive no seu país, com a eleição do candidato de direita Luis Lacalle Pou à presidência.
“O partido de ultradireita que tem à frente um ex-militar, que estava há pouco tempo como comandante-chefe das Forças, que tem pensamentos e propostas que não estavam sendo proclamadas nos últimos anos no país, pode constituir um retrocesso, sem dúvidas. E esperamos que o resto dos partidos que estão coalizados com o governo não legitimem essas opiniões sobre os direitos humanos, repressão”, disse.
Mónica destaca que após 15 anos de governos de esquerda, os socialistas uruguaios farão uma oposição responsável ao novo presidente. “Para nós, o projeto de vida dos uruguaios e uruguaias têm sido o que foi trabalhado nos últimos 15 anos. Portanto, seremos essa oposição responsável que uma democracia sólida como a uruguaia necessita. Mas não deixaremos nunca de apontar aquelas coisas que não nos pareçam que contribuam nesse projeto de vida”.
Para ela, de nada vale o futuro se não se afirmam princípios de justiça, solidariedade e igualdade para a população, que são postulados conjuntos da esquerda e dos partidos socialistas do continente latino-americano.

Fonte: Comunicação/PSB nacional

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