Eduardo Bolsonaro é suspeito por querer barrar investigações sobre notícias falsas, afirma Lídice da Mata

A relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, Lídice da Mata (PSB-BA), condenou a atitude do deputado Eduardo Bolsonaro de tentar barrar no Supremo Tribunal Federal (STF) as investigações da CMPI das Fake News, da qual ela é relatora.

Eduardo entrou com uma ação na Corte para impedir a prorrogação da Comissão e invalidar duas sessões já ocorridas no colegiado. Em uma delas, a comissão ouviu o depoimento da deputada Joice Hasselmann.
Para Lídice, a ação protocolada no STF é uma tentativa do parlamentar de  barrar o alcance da CPMI, principalmente depois que documentos recebidos pela Câmara apontaram que ataques com notícias falsas nas redes sociais teriam partido de um computador do gabinete do deputado.
“É inacreditável que alguém queira barrar uma investigação que é de interesse de toda a nação. Que quer saber quem dissemina, de que forma são disseminadas notícias falsas, ou seja, desinformação”, afirma Lídice.
“Se alguém não quer investigar, é em princípio suspeito. Principalmente após termos chegado no número do IP do gabinete dele (Eduardo). No computador do seu assessor”, destaca a socialista.
A deputada reforça que os “novos fatos” de uma suposta campanha de ódio contra o ex-ministro Luiz Mandetta, da Saúde, assim como ataques recentes contra o Congresso Nacional e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deverão ser apurados pela comissão.
“Geralmente ataques partindo, iniciando do Twitter do próprio Carlos Bolsonaro, do seu irmão e de auxiliares. Fatos novos devem ser alvos de investigação. Porque estão dentro dos objetivos da comissão”, sustenta.
A deputada questiona ainda o motivo pelo qual o governo tanto teme uma CPMI.  O que desperta tanto temor no governo? O que que se teme tanto?  Porque não é uma comissão de punição de nada, é uma comissão de investigação. Quem pode ter medo de uma investigação dessas? Por que tanto medo? Por que tanto ódio?”.

Fonte: PSB Nacional/com informações do jornal O Estado de S. Paulo

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