“Não podemos admitir que as piores ideias sejam vitoriosas”, afirma o presidente nacional do PSB

01/03/2021 (Atualizado em 01/03/2021 | 10:13)

Foto: Divulgação PSB nacional
Foto: Divulgação PSB nacional

Os socialistas não podem admitir que “as piores ideias sejam vitoriosas”, no momento em que a extrema-direita ascende no país e no mundo.

A afirmação é do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, durante a abertura do curso on line ‘Mobilização política e engajamento – Agitadores Digitais’, promovido neste sábado (27).

Para ele, é fundamental que cada militante esteja empenhado em apresentar as ideias do PSB à sociedade nas plataformas digitais, “com criatividade, capacidade de convencimento em mostrar que temos as melhores ideias”.

O curso, ministrado pelo especialista em Comunicação Política e Marketing Digital, Fabrício Moser, é o primeiro de uma série de treinamentos programados para 2021. O objetivo é preparar a militância para atuar nas redes de forma mais eficaz.

“As nossas ideias são profundamente antagônicas às ideias da extrema-direita e da direita. Nós devemos nos orgulhar das ideias que nos orientam e que nos iluminam desde o dia da criação do nosso partido socialista, naquele 6 de agosto de 1947”, afirmou Siqueira.

“Ideias trazidas pelo companheiro e senador João Mangabeira e tantos outros intelectuais militantes de movimentos sociais, que se agruparam para trazer ideias generosas, criativas e modernas, que é o socialismo com liberdade, socialismo com democracia, uma nova forma de pensar o socialismo”, afirmou Siqueira.

O treinamento cumpre papel ainda mais importante na autorreforma do PSB, que irá atualizar o programa e o manifesto partidário. A autorreforma propõe soluções concretas e inovadoras para o país nos âmbitos econômico, social, cultural e ambiental, por meio do Projeto Nacional de Desenvolvimento.

Lançamento Caderno 4

Nesta segunda-feira (1), às 19h, será lançado o Caderno 4 – Autorreforma e Socialismo Criativo, que reúne as ideias e proposições dos socialistas atualizadas e debatidas nos cadernos anteriores, informou Siqueira.

Os professores José Luiz Horta e Marco Cavalieri, das universidades federais de Minas Gerais e do Paraná, respectivamente, farão uma análise do documento. O evento será virtual e transmitido nas redes sociais do PSB.

As propostas do Caderno 4- Autorreforma e Socialismo Criativo darão respaldo aos debates nos congressos estaduais e municipais, que ocorrerão ao longo do ano, provavelmente de forma virtual devido à pandemia.

As teses da Autorreforma, assim como um programa e um manifesto novos serão aprovados finalmente no Congresso Nacional do partido, em novembro.

“Nós queremos a contribuição de todos vocês. Nós queremos que a militância seja a dona do partido, que possa influir no destino do partido, sem temor. Para criticar e participar,  nós não precisamos de autorização de ninguém. Nós devemos exercer e aprender a fazer isso com a mais absoluta liberdade”, disse Siqueira.

Siqueira conclamou aos partidários, que pensam na mudança do partido e queiram construí-lo “de forma autônoma e socialista”, a conhecerem o conteúdo do livro, darem as suas contribuições e divulgarem as “boas propostas” da autorreforma.

“O desafio de cada um de nós, de cada militante socialista, de cada parlamentar, de cada vereador, dos assessores dos parlamentares etc é divulgar essas ideias, é estar sintonizados com essas ideias”, afirmou. “Essas ideias vêm para melhorar a democracia interna do partido, para melhorar a qualidade política do nosso partido e o nosso próprio desempenho como socialistas, dirigentes e militantes, para melhorar a nossa qualidade na divulgação das nossas ideias”, disse.

Ódio e negacionismo

O presidente da FJM, Ricardo Coutinho destacou o trabalho da militância de esquerda contra as injustiças sociais no Brasil e no mundo, mas afirmou ser “indiscutível” o fortalecimento da extrema-direita, que conseguiu o feito, em grande parte, com o controle das mídias sociais.

“Todo esse aparato maluco que se estabeleceu no país das piores teses, do ódio, do negacionismo, e tentativa de eliminação de quem discorda, se deu muito sobre as mídias sociais. E nós ficamos observando sem ter um projeto político específico pra isso”, analisou.

“Nós precisamos quebrar a bolha do bolsonarismo, dessa doença, dessa inflamação que acometeu uma parte da sociedade brasileira. E essa bolha foi construída em cima das redes sociais. Eu penso que através disso nós vamos fortalecer e amplificar a capacidade do nosso partido, e ao mesmo tempo, vamos ter mais capacidade de barrar essa destruição que estamos vivendo”, defendeu Coutinho.

Para o ator Tony Correia, convidado pelo partido a tratar da importância do ato de comunicar, a comunicação nas redes sociais deve ser feita “com entusiasmo”.

“O sonho elevado do PSB tem que ser compartilhado. O sonho elevado só se torna realidade quando é compartilhado pelas pessoas. 85% do seu sucesso profissional e pessoal dependem da sua capacidade de comunicação”, ressaltou durante um dos momentos da intervenção cultural.

Fonte: Assessoria de Comunicação/PSB nacional

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