Deputado do PSB propõe recontratação de médicos estrangeiros para auxiliar no combate à pandemia

reprodução internet
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Preocupado com o déficit de profissionais, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS), o deputado federal Aliel Machado (PSB-PR) apresentou três projetos de lei para amenizar a falta de médicos no país.

Um deles altera a “Lei da Covid-19″ para autorizar a recontratação de profissionais estrangeiros que já atuaram no país durante períodos de calamidade pública. O contrato seria para que esses médicos auxiliem na linha de frente do combate à pandemia. Um levantamento mostra que há 18 mil deles no país e que, apesar do fim da parceria com o governo federal, permanecem em território brasileiro.

Outra proposta altera a Lei dos Mais Médicos e do Médicos pelo Brasil para permitir a atuação desses profissionais na luta contra o coronavírus.

“Temos conversado com gestores de hospitais e prefeitos e sabemos que há uma falta de profissionais. Nossa proposta é trazer novamente para a linha de frente, nesse momento grave, os profissionais que já atuaram no país e que permanecem aqui, sem trabalho”, defende Aliel Machado.

“Vivemos um momento de excepcionalidade. Ultrapassamos a triste marca de 2 mil mortos por dia, e tudo deve ser feito para amenizar a falta de atendimento às pessoas”, justifica o deputado.

Já o terceiro projeto de lei acrescenta artigos na legislação que dispõe os Conselhos de Medicina, para incluir excepcionalidade da contratação desses profissionais durante o estado de calamidade e ou decretação de pandemia.

Respiradores e vacinas

Em reunião com o ministro Eduardo Pazuello e equipe do Ministério da Saúde na última semana, Aliel Machado cobrou do governo federal maior empenho na aquisição de vacinas.

Durante a conversa com o ministro, Aliel expôs a dificuldade que os municípios estão enfrentando e a necessidade de ações para auxiliar os hospitais que atendem casos de Covid. “Vivemos um momento muito grave. Faltam leitos de UTI, os profissionais estão exaustos e as pessoas estão sofrendo à espera de vaga”, afirma Aliel.

“Por isso cobrei do ministro ações efetivas e imediatas para ampliar o atendimento e também para socorrer financeiramente as instituições. A autorização para o credenciamento de leitos é de fundamental importância para a prestação do serviço”, destaca.

Recursos para SUS no Paraná

Desde o início da pandemia, Aliel tem intensificado ações para contribuir com medidas de combate à pandemia. Por exemplo, o socialista indicou R$ 4 milhões em emendas para auxiliar emergencialmente o Hospital Universitário (HU), que disponibiliza mais de vinte leitos para pacientes com a doença.

“Aprovamos, ainda, o envio de R$ 40 milhões para Ponta Grossa, para o custeio da Saúde, além de emenda individual para UTFPR de R$ 500 mil para a produção de respiradores (entre equipamentos e custeio), mais R$ 850 mil para o HU-UEPG, e outros R$ 350 mil para a prefeitura de Ponta Grossa”, destaca.

Ainda de acordo com Aliel, foram destinados R$ 250 mil para a compra de equipamentos para a Santa Casa, além de mais R$ 400 mil para o hospital Bom Jesus.

O deputado destacou ainda a conquista de mais doze ventiladores pulmonares (respiradores) para auxiliar hospitais do Paraná no combate à Covid-19.

“O ventilador pulmonar é o equipamento mais importante para a recuperação dos pacientes com covid. Esse equipamento tem chegado a custar R$ 100 mil e está em falta. Devemos deixar sete deles no HU-UEPG, além de outro que dará suporte para a abertura da nova UPA”, explica.

Além disso, o socialista falou sobre a autorização para o credenciamento de leitos de UTI Covid do HU-UEPG, que passa a receber recursos específicos do governo federal.

Profissionais cubanos deixam Mais Médicos

Em agosto de 2018, o governo de Cuba anunciou a retirada de cerca de 8,5 mil médicos cubanos do país que atendiam brasileiros em 3.243 municípios pelo programa Mais Médicos.

O governo cubano rompeu o contrato com o programa devido às declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente Jair Bolsonaro e após mudanças “inaceitáveis” impostas ao projeto. Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência deles no programa “à revalidação do diploma”, além de impor “como via única a contratação individual”.

“Não é aceitável que se questione a dignidade, profissionalismo e altruísmo dos colaboradores cubanos”. “Os povos da Nossa América e do resto do mundo sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária dos nossos profissionais”, afirmou em nota o governo de Cuba à época.

Fonte: Ass. de Comunicação do PSB nacional com informações da assessoria de imprensa

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