Epidemiologista da Universidade Johns Hopkins diz que é preciso salvar o Brasil: “Dane-se Bolsonaro”

23/03/2021 (Atualizado em 23/03/2021 | 17:13)

Divulgação Socialismo Criativo
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Responsável pelos dados sobre a Covid-19 divulgados pelo monitor da Universidade Johns Hopkins, o médico Erick Feigl-Ding, um dos primeiros epidemiologistas a alertar sobre a proporção pandêmica a qual iria chegar o surto da doença, se mostrou bastante alarmado com a pandemia no Brasil. Por meio do seu perfil no Twitter, o especialista fez críticas contundentes à gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que é urgente “salvar o país”.

“Se o Brasil cair para P1 (referência a variante do coronavírus de Manaus) ainda pior… o mesmo acontecerá com uma parte da América Latina e do mundo. E por isso que devemos resgatar o Brasil com urgência, agora. Bolsonaro que se dane”, disse ele.

O médico, que é PhD em saúde pública, também fez considerações sobre o colapso do sistema brasileiro, principalmente, em relação à falta de equipamentos para intubação e oxigênio. Ele também destacou a falta de uma ação concreta e ágil do ministério da Saúde para resolver as questão apresentadas por governadores e prefeitos.

“O departamento de saúde do estado de São Paulo previu que os estoques de medicamentos usados para intubação em hospitais públicos durariam apenas mais uma semana – está exigindo “medidas expressas e urgentes” do Ministério da Saúde do Brasil – que não respondeu aos repetidos pedidos de comentários”, afirmou.

Brasil: um desastre total sob Bolsonaro

Além de São Paulo, Feigl-Ding também citou uma reportagem produzida pela CNN que trata da situação no Rio de Janeiro. Ele usou a postagem para mostrar que além dos problemas já enfrentados no tratamento aos infectados, no país também não tem funcionado o Plano Nacional de Imunização (PNI). “E agora, o Rio de Janeiro suspendeu sua campanha de vacinação – estava sem estoque de vacina”, comentou o médico.

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Ainda sobre a vacina, o epidemiologista criticou a demora do governo brasileiro em garantir os imunizantes para a população. E classificou a postura de Bolsonaro como a “pior gestão de uma pandemia”.

“Vacinas que virão meses e meses a partir de agora é um pouco tarde demais. Negociação de vacinas quando leitos de UTI são > 90% cheio é a PIOR GESTÃO DE UMA PANDEMIA para qualquer país”, criticou.

‘Dedos cruzados’

Apesar da gravidade da situação, Feigl-Ding também se mostrou otimista em uma possível intervenção externa para ajudar na trágica situação brasileira. Segundo ele, líderes mundiais estariam conversando na capital norte-americana, Washington sobre como auxiliar o país e pediu “dedos cruzados”.

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“Estou ouvindo que líderes em DC estão ativamente pensando em algo para ajudar o Brasil. Dedos cruzados para ação rápida … Vou manter as pessoas informadas se houver algum progresso.”

Fonte: por: Jaqueline Nunes - Socialismo Criativo

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