Bolsonaro tenta usar Forças Armadas para promover ‘projeto autoritário de poder’, denuncia Oposição em pedido de impeachment

31/03/2021 (Atualizado em 31/03/2021 | 17:13)

reprodução internet
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A Oposição na Câmara e no Senado protocolou, nesta quarta-feira (31), pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro pela nova investida do chefe máximo em usar as Forças Armadas politicamente para promover “seu projeto autoritário de poder”, em flagrante “ameaça à democracia”.

O novo pedido destaca sete condutas cometidas por Bolsonaro potencialmente passíveis de enquadramento em crimes de responsabilidade. São elas: a pretensão de se utilizar das Forças Armadas para prática de abuso de poder, a aspiração de subverter a ordem política e social por meios violentos ou baseados em graves ameaças institucionais e a incitação dos militares à desobediência à lei ou infração à disciplina”.

Completam a lista de denúncias a provocação da animosidade entre as classes armadas contra as instituições civis, a ameaça à liberdade dos juízes, intimidação pela decretação de estado de sítio, e o conflito com os gestores estaduais.

O pedido foi apresentado um dia após a demissão do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e de os comandantes Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) entregarem seus cargos por supostamente não concordarem com a demanda de Bolsonaro por alinhamento político das tropas.

A demissão do ministro Azevedo e Silva e dos três chefes das Forças Armadas se deram em razão de Bolsonaro exigir apoio às suas medidas mais radicais, como usar o Exército para combater o lockdown decretado por governadores nos Estados como medida para conter a disseminação do coronavírus, por exemplo.

A Oposição afirma que Bolsonaro pretende se utilizar das Forças Armadas, instituições nacionais permanentes e regulares que se destinam à defesa da Pátria e à garantia dos poderes constitucionais, para “promover seu projeto autoritário de poder, alheio a todos os mandamentos da nossa Constituição democrática e republicana”. “A demissão simultânea dos chefes das três forças “é um fato inédito no país e marca a maior crise da instituição desde a redemocratização”, afirmam.

O novo pedido é assinado pelos líderes da Minoria no Senado, Jean Paul Prates (PT-RN), da Oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), da Minoria na Câmara, Marcelo Freixo (Psol-RJ), e da Minoria no Congresso Nacional, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Ao todo, já são mais de 60 pedidos de impedimento protocolados contra Bolsonaro. Dois deles foram apresentados pelo PSB – um por parlamentares da bancada na Câmara e o outro em conjunto com partidos de oposição.

Em coletiva à imprensa, o líder da Oposição na Câmara, deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) disse que “em algum momento o ‘copo d’água do Congresso’ vai transbordar”.


Fonte: Assessoria de Comunicação/PSB nacional

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