VACINA SIM!, por Mário Bruck

09/06/2021 (Atualizado em 09/06/2021 | 09:39)

E no Dia da Imunização, celebrado em 09 de junho, vale lembrar que – alguns dias atrás - milhares de brasileiros de norte a sul do país foram às ruas pedir vacina, auxílio emergencial de R$ 600,00 e o impeachment do presidente Bolsonaro.

Perceba que, quando a população vê a necessidade de realizar uma manifestação em plena pandemia, é porque o governo está se tornando mais letal do que o próprio vírus.

O crescimento nos números de mortes e infecções no Brasil é consequência da ausência de um plano nacional de enfrentamento ao coronavírus, o que se verificou com a falta de vacinas, insumos, medicamentos essenciais, equipamentos, leitos do SUS, e até profissionais de saúde suficientes para atender a demanda.

É preciso priorizar a saúde, antes de pensarmos em reativar a economia, visto que, se existisse um programa de vacinação em massa, as indústrias, empresas e o comércio poderiam abrir livremente, sem a preocupação de haver um colapso no sistema de saúde.

Pra quem ainda duvida, a saúde dos brasileiros reflete diretamente na economia do país: Em 2020, a taxa média de desocupação foi recorde em 20 estados brasileiros. As maiores taxas foram registradas em estados do Nordeste e as menores, no Sul do país. Esses resultados decorrem dos efeitos da pandemia de covid-19 sobre o mercado de trabalho.

É necessária a adoção de estratégias de políticas econômicas que evitem a perda de empresas viáveis, geradoras de empregos, renda, tributos e mercado. O PSB defende a garantia de renda básica universal como forma de assegurar o sustento de todos os cidadãos, durante o período de transição e/ou requalificação, para todos, em igualdade de condições, acesso e permanência nas políticas de educação, de saúde, de assistência, de habitação, dentre outras.

A pandemia da covid-19 se alastrou pelo Brasil e realçou, entre outras coisas, as marcas da imensa desigualdade social e o papel fundamental de um sistema público de saúde eficiente.

A saúde é um direito de todos e é dever do Estado garanti-la mediante políticas sociais e econômicas. Políticas que devem visar à redução do risco de doença e de outros agravos, e o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para promoção, proteção e recuperação de qualquer cidadão.

Sendo assim, em meio à crise sanitária que vivemos, é inadmissível que o orçamento da saúde em 2021 retorne ao patamar pré-pandemia e que os estados tenham que implorar ao Governo Federal por mais recursos para garantir a imunização da população.

O Governo Federal enxerga apenas os números que o favorecem e desdenha o fato de que inúmeras vidas foram perdidas pela sua ineficiência para gerir a crise da Covid-19. A situação do Brasil é calamitosa e se não realizarmos uma imunização em massa, a população sofrerá – novamente – as consequências de um governo genocida. NÃO SÃO APENAS NÚMEROS, SÃO VIDAS!

Vale ressaltar, ainda, que o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recusou a vacina da Pfizer a 50% do valor pago pelos EUA e União Europeia por considera-las caras demais. Até 70 milhões de doses da Pfizer poderiam ter sido entregues a partir de dezembro por US$ 10 cada. A vacinação antecipada poderia ter evitado mortes e os prejuízos bilionários provocados pelo fechamento da economia.

 

 

Por Mário Bruck

Presidente estadual do PSB RS

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