“Tenho que confessar a minha decepção com este governo em matéria de sensibilidade social”, diz presidente do PSB

25/04/2017 (Atualizado em 25/04/2017 | 18:57)

Em entrevista à Rádio Guaíba nesta terça-feira, o presidente do PSB também afirma que o partido não é da base de Temer

Após a Executiva do PSB se declarar contrária, nesta segunda-feira, aos modelos de reformas trabalhista e previdenciária apresentadas pelo governo de Michel Temer (PMDB), o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, afirmou hoje, em entrevista à Rádio Guaíba, que se sente “decepcionado” com a gestão do peemedebista. Para Siqueira, a gestão de Temer não se mostrou responsável com as conquistas sociais adquiridas pela população nos últimos 30 anos.

“Tenho que confessar a minha decepção com este governo em matéria de sensibilidade social. Porque a proposta que foi apresentada (por Temer), e agora já está inteiramente modificada, mas a intenção do governo era fazer aprovar aquela proposta da cabeça do ministro (Henrique) Meirelles, que nada entende de previdência e nem de políticas sociais, é uma revogação da principal conquista social que tivemos nos últimos 30 anos, que foi justamente a seguridade social, que criou o sistema de saúde, de assistência, de previdência. De modo que isso não tem o menor sentido que isso seja aprovado por um partido socialista. Nós teríamos que revogar o nosso programa e mudar de nome se tivéssemos que aprovar matérias dessa natureza”, afirmou, categoricamente, Siqueira.

Mesmo o partido possuindo o comando da pasta de Minas e Energia, sob a administração do deputado Fernando Bezerra Filho (PE), o presidente do PSB também declarou que a sigla nunca indicou algum nome do partido para assumir ministério. Com isso, Siqueira considera que o PSB nunca foi base do governo Temer.

“Ele (Temer) achou por bem escolher um dos nossos deputados, mas não foi indicação nossa, foi escolha dele. De maneira que nunca nos sentimos obrigados a votar todas as matérias com o governo. Sentimos obrigados a votar as matérias que consideramos importantes para a superação das diferentes crises por que passam o nosso país, infelizmente. Mas essas duas matérias são muito contraditórias com a nossa história da maneira que elas foram apresentadas. E também não somos um partido que trocamos ideias por cargos”, assegurou o presidente do Partido Socialista Brasileiro.

Questionado como a decisão do partido de votar contra as propostas do governo chegou a Temer, o presidente do PSB respondeu apenas que “não tem nenhuma satisfação a dar” para o presidente da República. Siqueira disse lamentar que as propostas do governo revelam “uma inflexão liberal conservadora” que é “inaceitável” pelo PSB.

 

Fonte: Vitória Famer / Rádio Guaíba

Fonte: Assessoria

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