Lideranças do PSB no Rio Grande do Sul reagiram com preocupação à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar em 50% a taxa de importação sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A medida acende um alerta sobre os impactos diretos em cadeias produtivas estratégicas para o estado, como a agroindústria e o setor exportador. Os deputados Heitor Schuch e Elton Weber, junto ao presidente estadual do PSB, Mário Bruck, apontaram os riscos à economia gaúcha e manifestaram confiança na coordenação das negociações pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), designado pelo governo federal para liderar a resposta brasileira ao tarifaço.
“O
anúncio do tarifaço é extremamente grave para o livre comércio e para a nossa
economia. O Brasil precisa agir com rapidez, coordenando esforços para proteger
nossas empresas e empregos. O mercado americano é vital para nós, e devemos
buscar soluções que garantam um diálogo construtivo e a defesa dos nossos
interesses. É hora de unir forças e enfrentar essa situação com determinação”,
afirmou o deputado federal Heitor Schuch.
Na
mesma linha, o deputado estadual Elton Weber destacou a importância de esgotar
todas as possibilidades de negociação por meio dos canais diplomáticos entre
Brasil e Estados Unidos. “Caso não haja avanço nesse diálogo, entendemos que a
reciprocidade tarifária é um caminho legítimo e necessário. O Rio Grande do Sul
é um estado produtor e exportador, especialmente no setor agropecuário, e
precisamos garantir que todos os segmentos envolvidos continuem gerando
empregos e movimentando a economia. Não se trata apenas de reagir com aumento
de tarifas, mas de defender a produção nacional diante de uma medida que
representa um retrocesso. A supertaxação vai na contramão de tudo o que se
construiu nas últimas décadas em torno da liberdade econômica, do comércio
internacional sem barreiras e da formação de blocos comerciais. É um movimento
que ameaça princípios básicos do comércio mundial”, alertou.
Para o
presidente estadual do PSB/RS, Mário Bruck, a decisão do governo
norte-americano é política e injustificável do ponto de vista econômico. “É um
retrocesso nas relações comerciais entre os países e atinge em cheio estados
exportadores como o nosso. O mais preocupante é ver setores internos tratando
com naturalidade um ataque tão claro aos nossos interesses estratégicos. O
papel do PSB é defender o Brasil, seus trabalhadores e sua economia, acima de
qualquer alinhamento ideológico externo”, afirmou. Bruck também lamentou o
apoio público da família Bolsonaro à medida imposta por Trump. “Não podemos
admitir que motivações eleitorais ou pessoais ditem o rumo da nossa economia. O
Brasil e o povo brasileiro merecem respeito”, concluiu.
Fonte: Ascom PSB/RS



