As Mulheres Socialistas manifestam seu mais profundo repúdio e indignação diante da escalada de feminicídios que assola o Rio Grande do Sul. Cada mulher assassinada representa não apenas uma vida interrompida, mas também o fracasso coletivo em garantir o direito fundamental das mulheres de viverem com dignidade, segurança e liberdade.
Na madrugada deste sábado, 21 de fevereiro, o Estado registrou o 16º feminicídio do ano. Roseli Vanda Pires Albuquerque, 47 anos, foi brutalmente assassinada em seu apartamento, na cidade de Nova Prata. Segundo a delegada Liliane Pasternak Krann, Roseli foi estrangulada e encontrada sem vida no local onde morava. Roseli teve uma trajetória marcada pela participação política, tendo sido vereadora e, na última eleição, candidata a vice-prefeita, atualmente era diretora da secretaria de Esporte e Lazer do Estado do RS.
Este crime não é um caso isolado. É expressão extrema da violência estrutural que atinge as mulheres diariamente, alimentada pelo machismo, pela impunidade e pela insuficiência de políticas públicas eficazes de prevenção, proteção e responsabilização.
Não podemos naturalizar esses números. Não podemos aceitar que mulheres continuem sendo assassinadas simplesmente por serem mulheres.
Exigimos investigações rigorosas, e responsabilização exemplar dos culpados e o fortalecimento urgente das políticas de enfrentamento à violência de gênero, com investimento em prevenção, proteção às vítimas, educação e garantia de acesso à justiça.
Nos solidarizamos com os familiares, amigas e toda a comunidade que hoje choram a perda das suas familiares. Suas vidas importam. Todas as vidas das mulheres importam.
Seguiremos firmes, denunciando, lutando e exigindo um basta. Nenhuma a menos.
Fonte: Secretaria Estadual de Mulheres do Rio Grande do Sul



