Porta-voz de consórcio de prefeitos, João Campos afirma que gestores negociam compra de vacinas com a China

03/05/2021 (Atualizado em 04/05/2021 | 10:35)

Assessoria de Comunicação/PSB Nacional
Assessoria de Comunicação/PSB Nacional

Prefeitos que integram o Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar) pediram, em reunião virtual na manhã desta quinta-feira (29), apoio à China para a importação de seis milhões de doses do imunizante desenvolvido pelo laboratório Sinopharm para vacinar professores da educação básica contra a Covid-19.

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), porta-voz do Conectar na reunião, afirmou que o embaixador da China, Yang Wanming, sinalizou positivamente para abrir um canal de diálogo direto entre os Executivos municipais e laboratórios chineses cujas vacinas precisam de autorização da Anvisa.

Além do contato com o Sinopharm, que envolve uma compra total de 15 milhões de doses da vacina BBIBP-CorV por parte das prefeituras, o consórcio manifestou interesse na reunião em iniciar negociações com o laboratório CanSino, cujo imunizante já teve autorização em países como Chile, México e Hungria.

Campos destacou que a reunião também serviu para tratar da criação de uma câmara comercial, com aval do governo chinês, entre o consórcio brasileiro e empresas do país asiático que produzem insumos e equipamentos necessários à produção de vacinas. A expectativa é de que os prefeitos também possam tratar diretamente da aquisição desses materiais.

“Na conversa, deixamos clara a importância de nossa relação comercial e diplomática com a China, que tem sido o país com grande capacidade de produção que mais distribuiu imunizantes para outras nações, incluindo o Brasil. No caso do Sinopharm, já tínhamos enviado uma carta de intenções em 30 de março para comprar 15 milhões de doses. A ideia é antecipar os 6 milhões para trabalhadores da educação já no primeiro semestre”, afirmou Campos.

Segundo o prefeito de Recife, houve a sinalização no encontro de que tanto a Sinopharm quanto o laboratório CanSino já iniciaram a procura à Anvisa para submeter o pedido de aprovação de uso de seus imunizantes. O consórcio de prefeitos também vinha planejando adquirir 30 milhões de doses da vacina Sputnik V, desenvolvida na Rússia, mas a Anvisa não aprovou a importação do imunizante após análise na última terça.

Na reunião, os prefeitos também manifestaram interesse em adquirir doses da CoronaVac, já aprovada pela Anvisa, diretamente da China. No entanto, há um contrato de exclusividade entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, em São Paulo, para desenvolvimento da vacina no país.

O embaixador chinês orientou os prefeitos a conversarem com o instituto paulista sobre a viabilidade de que o consórcio compre doses da CoronaVac produzidas na China, para complementar a produção realizada no Brasil.

Campos destacou ainda o erro na ação tardia do governo de Jair Bolsonaro com relação à pandemia. “O Brasil errou na estratégia de vacinação, deveria ter ido atrás de vários imunizantes lá atrás, e também há uma propensão do governo federal em buscar confusão. Mas agora os prefeitos vão ter um canal direto com esses laboratórios”, declarou.

Esta foi a primeira reunião entre o embaixador chinês e os prefeitos do Conectar, consórcio que reúne mais de 2,5 mil chefes de Executivos municipais.


Fonte: Assessoria de Comunicação/PSB Nacional com informações d’O Globo e CNN

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