PSB qualifica prefeitos (as) para implantar gestões modernas e inovadoras

27/04/2017 (Atualizado em 26/04/2017 | 20:32)

Socialistas gaúchos participaram da atividade
Socialistas gaúchos participaram da atividade

O prefeitos socialistas de Passo Fundo, Luciano Azevedo; de Cachoeirinha, Miki Breier; de Montenegro, Luiz Américo Alves Aldana; e de Arroio dos Ratos, Luciano Rocha; e ainda a vice-prefeita de Santana do Livramento, Mari Machado  participaram na segunda-feira (24/04) do Seminário Nacional dos Prefeitos e Vice-prefeitos do PSB (2017-2020), realizado em Brasília. Promovido pela Fundação João Mangabeira (FJM), a atividade teve o propósito de qualificar os mandatários para os desafios da gestão pública nas cidades nos próximos quatro anos. O presidente do PSB/RS e vice-presidente nacional, Beto Albuquerque, participou do evento e coordenou o painel sobre o Modelo de Gestão na Administração Pública. Os demais painéis abordaram experiências de gestões socialistas, a Transparência e Democracia e ainda sobre o tema da comunicação digital, gestão da informação e participação direta.

Beto Albuquerque avaliou que "a crise que passam os municípios em todo o Brasil é fruto da 'quebradeira' que os governos Dilma e Temer desencadearam no país". Beto lembrou que o PSB, nas últimas eleições, se consolidou como uma das maiores forças políticas do país, tendo elegido 418 prefeitos e alcançado 10,8 milhões de votos e o desafio agora é apostar a confiança da população através de um gestão de qualidade, resolutiva e que melhore a vida das pessoas. O dirigente nacional destacou ainda a necessidade do partido se distinguir por suas ideias e atitudes, buscando se diferenciar da 'geleia geral' da política e colocando-se como alternativa eleitoral viável e competitiva nas eleições de 2018, inclusive com candidatura própria à Presidência da República. Ao coordenar um dos painés, ressaltou que  a figura central para o sucesso dos modelos de gestão é sempre o líder. "É ele quem levará adiante os projetos estratégicos", disse. Finalizou defendendo a transparência das gestões em todas as suas ações e atitudes e não apenas através do portal da Transparência em sites institucionais.

O presidente da FJM, Renato Casagrande, fez um pronunciamento centrado nas características do gestor e do político socialista. Ele enfatizou que um gestor socialista deve se diferenciar tanto do ponto de vista pessoal, quanto político e administrativo. "A primeira diferença é pessoal", disse, "um gestor socialista tem que ter como pré-condição uma conduta ética, harmônica, fraterna e transparente, tem que se diferenciar como ser humano", concluiu. Como administradores, Casagrande defendeu que os socialistas devem ter responsabilidade com o dinheiro da população. "É preciso ter responsabilidade fiscal, reduzir gastos para permitir obter mais recursos para melhorar as políticas públicas", completou.

O Presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira disse que o Brasil vive a maior crise econômica, política e social de sua história. Ponderou que apesar da crise deve persistir a esperança, pois o Brasil está entre as dez maiores economias do planeta e possui uma das dez maiores empresas de petróleo do mundo. "Não podemos desacreditar e perder a confiança no nosso país", resumiu. Ele destacou também que o objetivo dos socialistas é melhorar a condição de vida da humanidade. "Somos os mais ousados. Mais queremos mudar apenas os municípios, os Estados, o nosso país, queremos mudar as condições do mundo. Somos imbuídos dos mesmos propósitos em que fomos formados. Nossa capacidade de lutar é histórica", completou, defendendo o posicionamento contrário do PSB às reformas da previdência e trabalhista, propostas pelo governo de Michel Temer. "As reformas como estão postas não terão a digital do Partido Socialista Brasileiro", vociferou, lembrando que é dever dos socialistas honrar e se inspirar nos legados e trajetórias de João Mangabeira, Antônio Houaiss, Miguel Arraes e Eduardo Campos. "Apoiamos as mudanças, mas somente aquelas que tenham a ver com os interesses do país e não com os interesses dos grandes empresários, do sistema financeiro". 

No painel 'Transparência pública, serviços online e fiscalização dos atos pela comunidade', o fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castelo Branco, ressaltou que a transparência tem evoluído no Brasil e no mundo, devido à explosão da tecnologia, das redes sociais. Ele falou das três principais leis importantes da área que são a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei de Acesso à Informação e a Lei Complementar no 131/2009. "Eu diria que a Lei de Transparência, de autoria do senador Capiberibe, é a Lei mais democrática.  Ela permite um contato maior com a população, uma interação do governo com a sociedade e muitos avanços. Antes os conteúdos eram praticamente fiscais", disse. O senador João Capiberibe (PSB/AP) destacou a transparência e a gestão compartilhada, que são instrumentos de participação política que permitem a participação direta do cidadão na gestão do Estado. "Isso só se tornou possível graças à tecnologia digital e às redes sociais. A gestão compartilhada é um passo adiante à transparência. É a comunicação direta com a sociedade por meio do WhatsApp e do Facebook", disse, adiantando que a FJM está produzindo um material didático sobre transparência e controle social e mobilização da sociedade para participar. Ele também defendeu que as prefeituras invistam em núcleos especializados de transparência.

No painel sobre a Comunicação e Interação com a Comunidade, o fundador do site Congresso em Foco, Sylvio Costa, do Congresso em Foco, e o especialista Marketing Digital, Leonardo Carrareto, falaram sobre como a comunicação pode transformar cidades.  "O uso das redes sociais, das ferramentas de comunicação digital deve ser encarado como conceito básico da própria gestão", disse Sylvio.

"Não se trata apenas de ferramentas. É a nova datilografia", destacou Carrareto, defendendo a comunicação digital como instrumento de transformação das cidades. "É preciso olhar as possibilidades que o futuro está dando para sua cidade através das redes sociais".

O Senador socialista italiano Fausto Longo também prestigiou a atividade e lembrou que o socialismo não tem fronteiras pois pensa na humanidade em todos os lugares. Ele lembrou que os italianos passaram por uma crise semelhante a essa do Brasil. "Somente 22 anos depois é que estamos conseguindo recuperar o país.  É preciso haver equilíbrio entre os três poderes, lembrando que lá o poder central é do parlamento". 

 

Foto: divulgação PSB/RS

Ascom PSB/RS

Fonte: Daniela Miranda e Saul Teixeira

PESQUISA

ASSINE NOSSA NEWLETTER