Governador do DF defende resgate do real papel do Estado durante debate na capital gaúcha

08/05/2017 (Atualizado em 10/05/2017 | 14:53)

Beto Albuquerque e Miki Breier participaram do debate do MBC
Beto Albuquerque e Miki Breier participaram do debate do MBC

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), participou hoje (8/5), em Porto Alegre, de debate promovido pelo Movimento Brasil Competitivo-MBC, na sede da Fecomércio-RS. O socialista falou sobre os resultados obtidos a partir do novo modelo de gestão implantado no DF desde 2015 e defendeu a necessidade de recuperar o verdadeiro papel do Estado na vida das pessoas.  Para ele, este é um debate estratégico para o futuro do país, uma reflexão importante para a qual o Movimento Brasil Competitivo dá uma contribuição fundamental. 

“Da forma como o Estado está organizado, está cumprindo um papel inverso ao que deveria cumprir, acentuando as desigualdades sociais. Quando, por exemplo no Distrito Federal, 77% do orçamento é utilizado para pagamento de pessoal, ou benefícios vinculados à  folha, a gente percebe claramente isso”, avaliou Rollemberg. 

Para o governador, o Estado deveria ser instrumento de oferta de serviços qualificados e redução das desigualdades. Entretanto, no modelo em que se encontra, privatizado pelas corporações, isso não ocorre. “Nós temos um custo político alto ao fazer este enfrentamento. As corporações fazem uma pressão muito grande no Congresso Nacional por interesses em desacordo com os interesses da maioria da população”, refletiu, ao ressaltar que a saída para a crise atual do país está na capacidade de influenciar, de mobilizar, de refletir e formular alternativas para as dificuldades.  

O socialista ponderou, ainda, que a população já dá sinais de percepção desta situação. “Tenho a expectativa, neste momento em que a classe politica está desprestigiada, de que a população vai saber valorizar as pessoas que tem coragem de dizer a verdade, de apresentar propostas que podem não ser as que mais agradam, mas que efetivamente tenham capacidade de resolver os problemas,” analisou, ao lembrar que “não podemos abrir mão da participação. Não podemos ficar assistindo de braços cruzados, todos precisamos agir.”

 

Gestão e Resultados

Ao pontuar alguns dos importantes avanços obtidos a partir de uma gestão planejada e de resultados para o Distrito Federal, o governador Rollemberg destacou as medidas adotadas para enfrentar os problemas de uma cidade que estava à beira do colapso econômico e administrativo. “No DF, estamos fazendo o que precisa ser feito para entregar uma cidade melhor do que recebemos”, garantiu. A busca pelo equilíbrio fiscal foi uma medida. Conforme o governador, o equilíbrio fiscal é importante porque permite os pagamentos dos servidores, dos fornecedores e dos prestadores de serviço em dia e, portanto, uma melhor qualidade na prestação de serviços e também um volume maior de investimentos para as regiões que mais precisam. “Temos feito investimentos importantes nas áreas mais carentes”, avaliou ao explicar que foram cerca de 750 milhões investidos em quatro bairros que não tinham infraestrutura nenhuma, sem rede de esgoto, sem pavimentação, como o Sol Nascente e obras viárias importantes, como na saída Norte.

Rollemberg também destacou que todas as dívidas deixadas pelo governo anterior, que somam 600 milhões de reais, serão quitadas até final de julho. Já na área da educação informou que será garantida a universalização da educação infantil para crianças entre 4 e 5 anos. “Faremos isso possibilitando a contratação de instituições privadas quando não houver vagas nas públicas”, explicou. Na saúde, citou a inauguração do Hospital da Criança que ocorrerá ainda este ano. “Vamos ter um centro de excelência, referência nacional no tratamento do câncer infantil e de doenças de alta complexidade, que contará com 218 leitos, e 38 leitos de UTI pediátrica.” 

O presidente do PSB/RS e vice-presidente nacional do PSB, Beto Albuquerque, falou da importância da presença do governador Rollemberg e sua palestra. “Seu exemplo, seu testemunho, essa nossa capacidade de dialogar com o mundo empresarial e dialogar com o MBC é um caminho fundamental para o país. Que teus exemplos nos inspirem a realizar os projetos que o Brasil espera”, destacou Beto ao defender que as reformas são importantes, mas elas precisam atingir a todos e não apenas uma parcela da população. “As reformas que estamos vendo no Congresso estão enfraquecendo os mais fracos, porque todos os poderosos, os grandes salários, as grandes corporações estão de fora. O Brasil só vai ter jeito quando todos nós conseguirmos ter clareza de que reformas são importantes, mas devem atingir todos, do judiciário  ao porteiro da repartição. Acho que este é o desafio que temos pela frente,” disse.

 

 

 

Fonte: Daniela Miranda

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